Ariana Nasi| O futuro da moda: Consultoria e sustentabilidade

3156
Moda e sustentabilidade.

O Dia da Terra, comemorado do dia 22 de abril, foi criado com a finalidade de conscientizar dos problemas ambientais e das necessidades de ações que visem a sustentabilidade, inclusive na moda.

Aqui no site já falei algumas vezes sobre a importância de pensar na moda de forma sustentável, a partir de uma lógica de consumo contrária à perenidade do modelo de produção acelerado das fast fashion (moda rápida). Assim, cada vez mais pessoas estão aderindo ao minimalismo e ao armário cápsula.

O início do fast fasion se deu na década de 1970. Nesse modelo, as lojas que trabalham nesse ramo observam o que é tendência das marcas famosas e renomadas e começam a fabricar em larga escala modelos muito similares, que são vendidos a preços menores, mas com qualidade inferior.

Dentro deste contexto, há o que é chamado de “moda globalizada”, que faz com que os mesmos produtos estejam em toda a rede de lojas ao redor do mundo. Com isso, as peças não são produzidas contendo particularidades locais.

O modelo de fast fashion estimula o consumo desenfreado.
O modelo de fast fashion estimula o consumo desenfreado.

As peças de fast fashion são feitas para serem usadas menos de cinco vezes. Para se ter ideia do dano ao meio ambiente, elas emitem 400% mais carbono em seu processo de produção do que as outras peças feitas em menor escala.

Nessas roupas são frequentemente usado o poliéster, que nada mais é do que um plástico que demora cerca de 200 anos para se decompor. Na lavagem dessas roupas, microplásticos, que são um grande agente poluidor dos mares, vão se soltando.

Eco fashion: O que é e como colocar em prática a sustentabilidade na moda

Atualmente, o mercado da moda se baseia nos modelos de fast fashion, onde os produtos possuem um curto ciclo de vida.

Por trás do lançamento acelerado de coleções está a poluição e o subemprego em países subdesenvolvidos.

A indústria da moda é uma das que mais causam danos ao meio ambiente, deste o plantio de algodão, as etapas de fabricações e o descarte.

Sabendo disso, a moda sustentável, também chamada de eco fashion, é feita com base em atitudes que busquem não agredir e preservar o meio ambiente, levando e consideração não somente os aspectos ambientais mais também os sociais e econômicos.

Para a confecção das peças é preferível o uso de fibras que são biodegradáveis e possuem produção sustentável, ou seja, sem o uso de agrotóxicos.

Portanto, evita-se a utilização de fibras sintéticas, como o poliéster, viscose e nylon, que precisam que uma grande quantidade de produtos químicos, além de não serem totalmente recicláveis.

O cultivo do algodão de forma orgânica para a indústria têxtil é uma das principais ações relacionadas à moda sustentável.
O cultivo do algodão de forma orgânica para a indústria têxtil é uma das principais ações relacionadas à moda sustentável.

As peças de tecidos 100% naturais, como o algodão lã e seda são preferíveis, tanto por terem uma maior duração quanto por serem produzidas a partir de um processo que agride menos ao meio ambiente.

A prática da sustentabilidade é um constante desafio para empresas, tendo em vista que esse setor sempre está em busca de estimular o consumo sustentável. Contudo, já há marcas que já possuem essa preocupação e priorizam o uso de materiais sustentáveis, tecidos feitos de materiais reciclados e orgânicos. Para este tipo de produção é dado o nome de slow fashion.

Nessa perspectiva, devemos mudar nosso pensamento de que a moda é feita somente de tendências que devem ser deixadas de lado ao fim de uma estação e priorizar peças duráveis que vão poder ser usada por muito tempo.

O futuro da moda

Sabendo da necessidade de ações que busquem a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade, o futuro da moda promete ser humano e focado no planeta.

O handmade (feito a mãe) e o retorno do artesanato e de peças exclusivas promete ser a tendência para os próximos anos.

O "feito à mão" que agrega valor histórico à peças que são feitas para durar é tido como um dos futuros mais prováveis da indústria da moda.
O “feito à mão” que agrega valor histórico à peças que são feitas para durar é tido como um dos futuros mais prováveis da indústria da moda.

Essa produção alia formas de produção mais responsáveis, o que contempla os trabalhadores da indústria têxtil.

O que vemos, é que a moda vai se adaptando aos poucos a formas sustentáveis de consumo. Uma prova disso, é o crescimento do números de brechós que pregam justamente esse modelo de consumo consciente.

Consultoria de Moda e sustentabilidade

Às roupas é agregado também histórias. Quando compramos algo, devemos pensar no longo caminho que essa peça percorreu até chegar em nossas mãos.

O famoso “barato que sai caro” pode estar incluso em uma peça que você compra em uma fast fashion. Isso porque, uma peça que você paga barato foi feita a custo de jornadas de trabalhos excessivas e mal remuneradas em um país subdesenvolvido, sem contar a questão ambiental.

Moda e sustentabilidade: Com a Consultoria de Imagem e Estilo você vai ter uma noção clara do que realmente precisa e lhe cai bem.
Com a Consultoria de Imagem e Estilo você vai ter uma noção clara do que realmente precisa e lhe cai bem.

Por isso, cabe a reflexão: Precisamos de tanto?

A Consultoria de Imagem e Estilo é uma forma de autoconhecimento. A partir desse processo você vai identificar não somente o seu estilo, mas também o que vai lhe deixar confortável dentro desse estilo e voltando-se sempre para o seu objetivo, seja ele profissional ou pessoal, ou seja, o que você deseja que as pessoas vejam de você e aquilo que quer passar para o mundo.

Com a consultoria, as compras são feitas de forma focada, em peças que realmente tem necessidades e que vão ser usadas por muita tempo. Dessa forma, há a prática do consumo consciente.

Vamos repensar nossa relação com o consumo? Essa é uma atitude que além de fazer bem para o planeta também é uma forma de autoconhecimento. Pense nisso!

Artigo anteriorAriana Nasi| Ressignificando a Beleza: A importância do autoconhecimento
Próximo artigoAriana Nasi| Mães empreendedoras: Muito além da realização profissional!